Química de Nós - o corpo não é templo, casa, nem prisão

Foi lançado em Conselheiro Lafaiete, no sábado, dia 4 o livro Química de Nós de Afonso Celso Henriques. E representante do grupo Larvas estava presente, para acompanhar o lançamento de mais uma obra regional e colaborar com o sarauzão que rolou antes em homenagem tanto à obra quanto ao autor.
As boas impressões na fala do colega de imediato soaram amigáveis. "Eu tou tratando aqui da minha vida". Porra sempre é, não? Mas haja coragem pra não ter Eu poético transformando-se em Eu, eu memo.
Saca-se em abrir o livro que o autor, sofrido, recria o mundo de injustiças no qual foi enfiado inconsequentemente por sua genitora, à qual ele dedica o livro, nas loucuras sexo-românticas e poético-eróticas. E por quê falar niilistamente do seu sofrimento, e por quê falar, "foi assim que eu afirmei o meu ser no mundo" e pra que dessa poesia?
E se formos ao fundo, a poesia não serve pra nada.
Entretanto o sofrimento e a afirmação individual transmutado pra um espaço universal dessa nossa aldeia torna-se o sofrimento de todos que sofrem. E a afirmação sexo-românticas numa das alternativas pra gozar e pra enfrentar a chibata que se levanta quando goza. Até porque como diz Arnaldo Antunes quem tem lingua, cú, buceta, pênis, saco, corpo, mão, lingua, boca, saco quer amor. E quer amor de verdade. Mesmo que todos digam que isso é pecado

No mais
Aí vão 2 poemas do camarada:


Viver

Buscar o equilíbrio
Amar
Respeitar
Ser
Ter
Aparentar ter
Tantas obrigações
Fazer concessões
Vir embora
Sou dúbio
É fato
Amo. Odeio.
Às vezes indiferente.
Tantos desejos insanos
Demos...
Sacros...
Porém,
Sou assim
Inteiro.




Quereres

Teu nome: amor!
Codinome: Neguinho!
Teu porte: elegância!
Teu jeito faceiro: audácia!
Teus olhos: Encantadores!
Tua pele afro e aveludade: carinho!
Teu toque: que tesão!
Teu corpo pseudoesquálico: Sexy!
Tuas mãos lépidas e fagueiras: Eficiente!
Tua boca nervosa: gulosa!
Tua voz calma e serena: sedutora!
Teus negros cabelos negros encaracolados: charme!
Teus vícios: quase todos os meus.
Tu! Eu! Quiçá nós...



O livro foi lançado pelo LESMA editores, que tá fazendo um trabalho respeitável lançando vários escritores da região de Queluz de Minas. Esse tá no mesmo formatinho tchuque tchuque que o anterior de poesia "O amor visto da ponte". Quem interessar em adquirir pode entrar em contato com eles por esse e-mail: abrilpoetico@yahoo.com.br

E tome nota que o que vai vorta...

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