Tudo bem se 1 destas crianças for uma criança medonha - Yi Sáng

2 Poemas da Série "Olho de Corvo" de YI SÁNg, ícone da literatura Coreana



                                        Poema N.1



     13criançascorrempelaestrada.
     (Quantoàruaéapropriadaumasemsaída.)
  
     A  1 ª   criançadizqueestácommedo.
     A 2ª criançatbdizqueestácommedo.
     A 3ª criançatbdizqueestácommedo.
     A 4ª criançatbdizqueestácommedo.
     A 5ª criançatbdizqueestácommedo.
     A 6ª criançatbdizqueestácommedo.
     A 7ª criançatbdizqueestácommedo.
     A 8ª criançatbdizqueestácommedo.
     A 9ª criançatbdizqueestácommedo.
     A10ªcriançatbdizqueestácommedo.

     A11ªcriançatbdizqueestácommedo.
     A12ªcriançatbdizqueestácommedo.
     A13ªcriançatbdizqueestácommedo.
     As13criançassãoumasomasódecriançasmedonhasecriançascommedo.
     (Eraatépreferívelquenãohouvesseoutrosfatores.)

     Tudobemse1destascriançasforumacrianaçamedonha.
     Tudobemse2destascriançasforemcriançasmedonhas.
     Tudobemse2destascriançasforemcriançascommedo.
     Tudobemse1destascriançasforumacriançacommedo,

     (Mesmoumaruaabertaseriatambémapropiada.)
     Tudobemtambémseas13criançasnãocorrerempelaestrada.




                                     Poema N.3



     A que le qu e bri ga é  en fim a que le que  bri ga va e a que le
     que  bri  ga co s tu ma va tam  bém  ser um  que não  bri ga e
     por is so se a que le que bri ga  qui ser as sis tir a u ma bri ga
     bas ta fa z er o se guin te  :  ou o qu e não bri  ga va as sis te a
     u ma  bri ga ou  o que não bri ga  as  sis  te a u ma bri ga ou a
     in da o  que  não  bri  ga va ou o que não briga as sis te a u ma
     não bri ga.
    
    
    

*estatua da ilha de Jeju, coréia do sul

** Acusado de "delírios de um demente", a sua poesia - O Olho-de-Corvo, publicado em 1934 - foi tão repudiada quanto aplaudida num meio literário em que o engajamento era um imperativo, quando não ideológico, cultural, para um povo que vivia a espoliação da pátria pela ocupação japonesa (1910-1945). Qualificações como "aberração", "demência", disputavam com "genialidade", "excepcionalidade', e os seus admiradores eram tidos como "insolentes pretensiosos" que fingiam entender aquilo que era incompreensível. A comunidade crítica, estatelada, não podia ignorá-lo diante de uma parcial acolhida calorosa, e nem por isso estava pronta para recepcionar com apreço uma obra tão anômala . Somente com a publicação de contos, dois anos mais tarde, em 1936, é que Yi Sáng se faria entender um pouco melhor, obtendo uma certa simpatia mesmo de seus críticos. Mas sobrava-lhe muito pouco tempo. em apenas um ano estaria morto.  (Yun Jung Im) 

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