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segunda-feira, 18 de junho de 2012

domingo, 20 de maio de 2012

E os autores se inspiram - Liniers



  









 *Influenciado por tiras clássicas como "Peanuts", "Calvin & Haroldo" e "Mafalda", Liniers desenha com lápis, nanquim e aquarela um mundo mais justo, onde o humor é sutil, bobo e existencialista ao mesmo tempo. Formado em publicidade, logo seguiu para a ilustração e a partir de 1999, publicou quadrinhos semanalmente no jornal “Página/12”, até 2002, quando passou para o “La Nación”.









segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Juventude de Asas Cortadas - Henfil


*A falta de asas pode ser um impulso para voar!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Parem com essa bagunça aí encima!!! - Angeli


*-o vizinho de cima faz uma zona infernal!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

No way out - Robert Crumb

*"Não há saidas, só ruas, viadutos e avenidas (Itamar Assumpção)"

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Acima de nós, Will Eisner



* Will Eisner conta que ficou impressionado quando soube que Ziraldo, quadrinhista brasileiro famoso e que iria recebê-lo no aeroporto, tinha acabado de sair da prisão. Era 1975 e Ziraldo tinha sido "recolhido" pela ditadura militar brasileira. O mesmo Ziraldo conta que quando conheceu Will Eisner, tremia de nervoso: "Eu estava conhecendo aquele que mais povoou a minha imaginação infantil, e me inspirou a ser o que eu sou hoje".

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Verbetes do Guru do Meyer

                                    Tira de Laerte Coutinho


Ateísmo:
*O sujeito que me fará acreditar na imortalidade da alma aidna está pra ressuscitar.
*O ateísmo é uma espécie de religião em que ninguem acredita.

Ativistas:
*Os ativistas precisam lembrar que nem todo movimento é pra frente. E nem toda avanguarde é prafrentex.

Brasília:
*Brasília; o maior crime político cometido contra o Brasil.
*Brasília é o desnecessário tornado irreversível.
*Brasília prova; os países tambem se suicidam.
*Burocratas revolucionários, salomões em seis vias, tecnocratas evangiladores, seguranças de esquerda.

Burocrata:
*No capitalismo ou no socialismo / A nata nada./Quando meu filho crescer/ Vai ser um burocrata.

Comunismo:
*Eu não entendo por que essa perseguição ao comunismo. A constituição não permite a liberdade de culto?
*Os comunistas são vermelhos. Os conservadores têm uma cor um pouco mais apaziguada.
* Têm razão as autoridades militares quando denunciam a infiltração comunista na imprensa. Os comunistas se infiltram - é sabido - em toda parte. Dizem que há até alguns infiltrados no Partido Comunista.

Constituição Brasileira:
* Todo ser humano tem direito à morte, á prisão e à busca da infelicidade.

Deus:
*A voz do povo é a voz de Deus. Mas Deus, sempre que fala, manda o povo calar a boca.
*Deus é brasileiro e o Demônio americano
*Deus existe. Mas é ateu.
*Deus existe. Mas não é full time
*Estranho: os capitalistas acreditam em Deus. Os comunistas não.

Ford:
*Todo mundo fala em Marx como grande revolucionário e ninguem fala em Ford, muito mais revolucionário, o homem que fodeu o mundo em nosso século. Criou o automóvel como transporte individual, obsoleto na origem. Mudou as cidades, transformou o mundo numa faixa de tráfego, em fábricas de asfalto, viadutos, guerras de petróleo - uma merda! Mas tudo baseado numa verdade absoluta: "todo homem anseia por conhecer algum lugar distante. E assim que chega lá seu primeiro desejo é voltar"

Governo:
*As principais formas de governo são as ruins e as muito piores.
*Toda tentativa de governo é um ato de depravação.
*Toda a busca de civilização durante 10 mil anos resultou apenas na criação de sistemas de governo através dos quais 5 bilhões de pessoas são entregues nas mãos de 5 centenas de déspotas vaidosos e primários.

Jornal Nacional:
*Uma hecatombe rompe o ventre da terra em São Francisco. Os locutores da TV globo se embonecam. Há mortos sem sepultura, cidades destruidas pela guerra, ondas de horror e desespero. Os locutores da TV Globo estão de ternos cada vez mais coloridos. Um edifício pega fogo, pessoas se atiram de janelas. Os locutores da TV Globo põem bobs no cabelo e blush nas faces. Um gatinho é salvo num galho de arvore por um bombeiro negro. Os locutores da TV Globo sorriem humanamente.

Luta:
*É preciso primeiro, combater nosso próprio lado.

Quorum:
*Quorum é a incapacidade individual multiplicada pelo número de pessoas presentes.

Revolução:
*Assim como ninguem / faz um omelete / Sem quebrar os ovos / Ninguem faz uma revolução / Sem destruir os povos.

Rock in Rio
*Pelo amor de Deus, no próximo Rock in Rio, liberem a droga e proíbam a música.   



___Verbetes de Millôr Fernandes tirados do livro
"A bíblia do Caos"

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um Monstro, um Mutante, um Ciborgue, alguns Vermes e uma coisa muito, muito Podre


Putz, logo depois de escrever o título desse post me deu a maior vontade de escrever um conto, ou poema, ou qualquer coisa sobre algo radioativo que cai no meio da podridão, afeta os vermes e os transforma em monstros-mutantes, mas não. Não vou perder os focos, essa postagem é pra difundir e comentar algo sobre minhas últimas leituras e experiências estéticas, além dum contato (como se não fosse rotina) com a contra-cultura. E se vc estranhou o título é porque é disso mesmo que eu vou falar, e ainda disponibilizar o clássico do Alan Moore, Monstro do Pântano, e o Coletivo Sociedade Mutuante que lançou a coleção Vermes poéticos e ainda dentro desse livro comentar a escrita do parceiro, poeta e catunista Podrera. Ufa.

Viagem tudo isso né? E é pra viajar memo.

Foi ano passado, mais precisamente durante a 3ª Maratona BARKAÇA, que conheci o famigerado Podrera e o achei meio esquisito. Logo conversamos e vimos que cabeça com cabeça batiam pacaralho e eu entreguei um exemplar do meu fétido fascículo de livreco xerocado "Cada no seu quadrado: onde ponho uma maçã no universo?" e ele logo me presenteou com um livrinho (este impresso) todo preto, sem nome. O livro era na verdade uma coletânia de autores: Marteleto, Assis, Aires e Nunes (esse Nunes aí é o Podrera). O livro é de mais ou menos 6X4 cm e faz parte da coleção Vermes Poéticos, da editora Sociedade Mutuante. Fiquei feliz de ter contato com a contra-cultura que se expande como uma infecção em BH, porque o que nos chega muitas vezes de lá são sarauzinhos intelectualizados, livrozinhos a serem sacralizados, porra-louquices sem noção nenhuma de social, de mudança, de mutante: tudo isso com gente apontando pro próprio umbigo e dizendo "olha como sou legal!", e só.

Se der uma sacada no blog do Sociedade Mutuante, vai ver no que eles se baseiam e tque pode nos servir de materia prima, pois estamos querendo fazer algo nesse sentido, com a cara e o umbigo...
 Pelo que parece eles editam e distribuem livros, quadrinhos e zines em conjunto, fora do circuito oficial.
Pô, mas depois disso tudo caímos no livro!
As escritas dos autores representavam a mim algo incompreensível, e ele ficou jogado por cima da papelada a ser lido e relido por diversas vezes de lá até aqui (no espaço temporal).

E é aí que entra o Monstro do Pântano (Download Montro do Pântano). A leitura desse clássico do Alan Moore me fez entender um monte de coisa, não por quê disse algo, mas é porque me levou à reflexão. O Montro do Pântano pensa ser um humano que sofreu mutação por produtos químicos (em outras palavras um Monstro Mutante) mas vai descobrindo ao longo da HQ que não é um homem, é uma Planta Mutante, que absorveu a consciência de um humano, e mais pra frente descobre que tem poderes elementais, ou seja ,é um Elemental criado por magia ecológica. Logo, ELE NÃO SABE O QUE É, e pede que sua mulher o chame como as crianças o chamam: Monstro do Pântano.

Bonita a história e nada a ver com o que foi dito.
Mas com a reflexão da HQ, um dia fiquei pilhado e tomando cervejas e ouvindo Clara Crocodilo do Arrigo Barnabé. e entendi que era possivel entender o que a coleção Vermes Poéticos representava: um livro sem nome, de vários autores, com textos fantásticos e completamente inusuais (inclusive um poemão de várias páginas sobre formigas no rádio-relógio).
É que não dá pra entender: eles, como o Monstro do Pântano, não sabem o que são, e são algo tão esquisito que não dá pra sacar de fronte. Assim como tudo o que tá rolando de diferente na poesia, na nova escrita... O que podemos falar desses quatro autores, que não escrevem como antigamente, é que a sua escrita é tão confortadora àqueles que foram criados zerando jogos de video-game e tão nada pra aqueles que foram formados pela literatura catedrática, e que qualquer um que tenha esses pré-requisitos: ver muita TV e achar um lixo vai sacar o que se está falando.
No mais, sobre hoje nada mais pode ser dito, resta esperar e ver, o que os senhores historiadores vão dizer, se é que podem dizer alguma coisa, sobre coletivos de gente doida publicando poesia, até mesmo sobre essa efervecência do interior de grupos, recitais e fanzines, de gente xerocando seu trabalho e vendendo, sem encanação.

O resto, o resto é silencio. O resto é o navegador offline.

Mas de resto, deixo aqui um texto do amigo Podrera que me presenteou com esses valiosos Vermes, ver mais dele é possivel aí, no blog do Podrera .

gracias

MURDOCK


X Borg K-9 (Anthraxacino)


"(...) se o heróia combate a noite e a vence,
que nele parmaneçam seus farrapos."
(Jean Genet, Diário de um ladrão, 1949)

Em minha tônica tento sobreviver em milícias
contemporâneas que não me convêm.

Consntruindo Barricadas de vítreo em meu
âmago para não mais ser surpreendido por
invisíveis que me assolam em
Batalhas perdidas no Ócio

Armando-me contra severos sequazes de
Severinos e suas hostis Doutrinas Inacabadas.

Ludibrio sobre Falácias Guerrilhas
do supra-sumo intelectual

Sofrendo em Descampados Campos de Viril
Extermínio Virtual.

Sendo refém de virtudes eclesiásticas que
Não aprovo.

Executado, sou!

Em cotidianos, pelos caprichos de prosélitos
Demagogos condecorados com suas corroídas
medelhas de alumínio zincado.

Eboscado pelo amparo da inquietude revelada
no outro.

Sou fuzilado em campos de Desconcentração
alheia.

Em QG's utópicos me realizo
usando uma notória farda de tussor nobre
que me abriga da embriaguês
Dedém-tada da estupidez humana.

Continuo alistando-me em lutas desarmadas
para anuir-me no meu (eu).




*o Monstro do Pântano nunca soube o que é, e você sabe o que está fazendo nesse mundão de deus?
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